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domingo, 13 de setembro de 2009
Plano Geral
Como eu trabalho entre 8 à 10 horas por dia, não tenho tempo nem habilidade digital, para manter uma continuidade no meu – repito -, despretensioso blog.
Qual não foi minha surpresa, com o evidente auxilio de uma de minhas filhas, ao constatar que mais de três pessoas tinham acessado meus rabiscos...
Vou tentar um comentário geral: aos que concordam com os meus textos, obrigado; aos enfurecidos do PT, obrigado, mais ainda.
Não sou partidário do pensamento único (tão caro aos lulistas), daí o titulo: Nas Veredas do Vereza.
Tentarei responder, inicialmente, aos questionadores, sobre minha suposta “autoridade teológica”:
Realmente, estou a anos-luz do mestre São Tomás de Aquino, apenas dedico-me a estudar a trajetória da Igreja Católica Apostólica... e Romana, que deturpou, absurdamente os ensinamentos de Jesus.
É fato histórico, que o Imperador Constantino, criou, com o Concilio de Nicéia, em 325 D.C. a estrutura do que viria a ser a Santa Madre Igreja (Podem pesquisar no “Google”, não me incomodo...).
Mais chocados, ficarão os “devotos”, com o Concilio de Constantinopla, em 553 D.C. onde a imperatriz Teodora, esposa do imperador Justiniano, obrigou o marido, a substituir o termo reencarnação, por ressurreição, temerosa de sua vida pregressa nada louvável; temia voltar em uma outra vida em condições retificadoras ou punitivas...
Não vou levantar questões “menores”, como a Inquisição, a “infabilidade” Papal, as Cruzadas, a venda de Indulgências, etc... etc... etc...
Sugiro, como subsidio, a leitura (vejam bem: eu disse leitura, e não “Wikipédia”...) dos livros, Biografia não Autorizada do Vaticano, de Santiago Camacho, e, A vida Sexual dos Papas, de Nigel Cawthorne.
Creio em Deus, em Jesus, na Virgem Maria, nos Santos e Santas, mas não posso imaginar o Filho do Homem, caminhando descalço, pelos corredores aveludados do vaticano, e, muito menos, Vê-Lo, sentado no trono papal, ornado em púrpura e ouro.
Quanto à “parte política”: Lula e seus seguidores se merecem. Ponto.
Aos de mentes e corações abertos - se tiverem paciência – leiam todos os meus textos, até agora, postados neste modesto meio de comunicação.
Estudem rapazes.
Cannabis: o retorno
Não bastando a alienação política da juventude, cogita-se, agora, a descriminalização da maconha, tida por “especialistas” como “droga leve” e também, o abrandamento das penalidades para os usuários e tratamento médico para os dependentes.
Como o Ministério da Saúde, sucateado, que não consegue sequer pagar dignamente seus profissionais, e hospitais que atendem os necessitados, em macas sem lençóis, nos corredores, tratariam os dependentes, que, além de toda uma medicação específica (desintoxicação, entre outras), carecem de longas e sofridas sessões de terapia?
Será que os proponentes da liberação, desconhecem que a capacidade tóxica da maconha depende do sexo da planta, clima e época da colheita? Por acaso têm noção, que a erva, para aumentar sua potencia vem misturada a alguns alucinógenos, além do tetrahidrocannabinol e seus isômeros, tendo sido descoberto recentemente o risco de câncer pulmonar, pela presença do benzopireno? E a oligospermia, que significa em linguagem popular, a diminuição do espermatozóide no usuário? E ainda: a maconha aumenta em 70% a incidência de surtos psicóticos em pessoas esquizóides e fronteiriças.
Sinceramente, existem problemas mais sérios neste país, para que um assunto tão grave seja tratado de maneira tão superficial e oportunista.
Não é possível, “beneficiar” 22% da população, constituindo-se esse percentual, na faixa privilegiada das classes, média e alta, que podem dar-se ao luxo de colocar a liberação como prioridade.
domingo, 23 de agosto de 2009
NOITES DE CIRCO
“Sei que é doloroso um palhaço se afastar do palco por alguém.Volta, que a platéia te reclama, sei que choras palhaço, por alguém que não te ama."
Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito.
Em 1953, quando foi lançado nos cinemas da Suécia, o filme foi massacrado pela crítica que o classificou no mínimo, de “desagradável”, “chocante” e “um vômito de uma refeição mal digerida.”
Já Pauline Kael, considera Noites de Circo como “um dos mais sombrios filmes de Bergman, onde ninguém se salva da danação total.”
Revi-o quarenta e poucos anos depois de sua estréia no Brasil.
À época, não apreendi o forte aspecto existencial do filme. Acreditava que existia um projeto de felicidade para o Ser Humano, com Glenn Miller como fundo musical...
Percebi, com o tempo, que a “coisa” era mais para Charlie Parker soluçando ao sax, Around Midnight e morrendo drogado aos trinta e quatro anos.
Digressões à parte, meu reencontro com Noites de Circo, foi um verdadeiro soco abaixo da linha da cintura.
Bergman não tem exatamente uma visão Pollyanna da vida. Cada fotograma exala desesperança, e ao mesmo tempo, uma enorme ternura pela precariedade da condição humana.
No primeiro plano, carroças silhuetadas no cimo de uma montanha, deslizando como um cortejo fúnebre. Ouve-se o canto de um galo. O primeiro. Depois, Frost, o palhaço, numa cena antológica, carregando sua mulher que nadava nua para a delícia de um bando de soldados, numa incrível fotografia expressionista do mestre Sven Nykvist, remetendo a Cristo carregando a cruz no calvário. As quedas, a humilhação.
A precariedade do circo ambulante, a pobreza dos esquetes, a interpretação de Ake Gromberg no limite da “teatralidade”, mas com uma intensidade emocional raramente vista. O público zombando às gargalhadas do chefe da trupe, gordo, patético, sendo espancado pelo ator que o traíra com sua jovem amante. O segundo canto do galo.
O circo, em preto e branco – sacada de gênio fugindo do previsível: cores, música esfuziante, a “alegria” que permitiria o escapismo ao espectador. E no final, Bergman, leitor de Nietzsche, o reverencia: O eterno retorno.
Em sentido contrário, as carroças no mesmo cimo da montanha silhuetadas, fecham o circulo. Negra imagem. Negro destino. O terceiro canto do galo.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Hamlet: Não há em toda Dinamarca um só canalha que não seja... um patife consumado.
Essa "nova" UNE, raquítica de ideais, não pode ser descartada de um projeto maior, megalômano, não só de perpetuação no poder do senhor Luiz Ignácio, mas de um ultrapassado antiamericanismo, compactuado pelos países da Bolívia, Equador, Paraguai e Venezuela, com o psicopata Chavez, implantando com a simpatia de Lula, um regime ditatorial, anulando, inclusive pela violência, a liberdade de órgãos de comunicação que não se submetem ao seu despotismo.
Cabe à "nova" UNE, minimizar a natural tendência dos jovens estudantes à contestação, própria de sua faixa etária; às centrais sindicais, aparelhar não apenas os sindicatos, como também a máquina governamental.
Os intelectuais e artistas - com as devidas ressalvas -, silenciosos, ávidos por um patrocínio, ou quiçá, por uma bolsa de "aperfeiçoamento" no exterior. Como se não bastasse, o Brasil pratica a pior política externa de todos os tempos: Uma verdadeira teia de "solidadariedade", estende-se ao Irã, do lunático Almadinejad, à Coréia do Norte do moralmente minúsculo, Kim Jong-Il, sem esquecer, é claro, a indisfarçável leniência para com os narcotraficantes das Farcs.
Lula, "orientado" pelos teóricos do PT, segue, de "ouvido", as formulações do defasado pensador italiano, Antonio Gramsci (o Príncipe moderno...) servindo-se da democracia, para posteriormente destrui-la.
A bolsa anestesía, exclui a população mais necessitada de qualquer possibilidade de acesso à cidadania, tornando-se, para utilisar um jargão "esquerdista", verdadeira massa de manobras.
A desmoralização do Legislativo, do Judiciário, o desmonte das Forças Armadas, os bandoleiros do MST, são dados que formatam uma estratégia que poderá nos levar à uma "democracia" plesbicitária, e à uma oposição figurativa.
E a "nova" UNE, cumpre, talvez, a mais insidiosa dessas tarefas: a de manter apática e colonizada culturalmente, o que poderia ser a renovação de uma prática política cruel e apodrecida.
domingo, 9 de agosto de 2009
Névoas... 2
Os cientistas mais otimistas, calculam, em 4.000.000 de anos, o tempo para o sol "beijar" a Terra num suicídio apocalíptico.
As memórias, os amores, os pudores, serão pó de estrelas, já mortas...
Restarão os bons e maus poemas, estilhaços que tocarão astronautas há milênios desprendidos de suas naves; grotescas formas, flutuando num universo sem sentido...
Seres alienígenas, olharão, sem curiosidade, tudo aquilo que foi sem ser, e que agora é vento que passa, silêncio e obsoleta vaidade... Nenhum vento, ruído; nada que possa lembrar qualquer vestígio de vida; apenas opacas silhuetas soltas, olhos eternamente abertos e vazios, através dos vidros dos capacetes.
Pálido testemunho do horror...
Névoas... 1
A insanidade convidava-o ao abandono total, absoluto, onde anjos condescendentes o acolheriam, como uma criança desvalida procurando afeto...
Quadro a quadro, ele veria sua conturbada existência, a jogá-lo como um náufrago agarrado inutilmente a destroços que se desfaziam, enquanto o mar o aconchegava como um filho pródigo...
Cambalhoteando, de existência em existência... Milhares de anos, para tornar-se um frágil espectro, suplicante de uma aceitação que tardava...
...Sempre.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
O falso e o correto
"A Divindade está presente em todas as coisas como essência, como açúcar na cana e manteiga no leite. Deus está presente tanto no bem quanto no mal, na verdade é na inverdade, no mérito e no pecado. Sendo assim, como pode o indivíduo determinar o que é falso e o que é correto?"
Sai Baba
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Estelionato Religioso (resumo)
Até 325 D.C, o cristianismo primitivo, seguia fielmente as palavras de Jesus Cristo.
Jesus, jamais ordenou que se edificasse qualquer igreja; segundo a maioria dos Evangelhos Apócrifos, o Mestre, pediu a seus seguidores, que constituíssem uma Ekklêsia, que em grego - um dos idiomas falados à época -, significa, Assembléia de Convocados.
Seus discípulos, deveriam, a exemplo de Jesus, pregar a Boa Nova à todos sem distinção, utilizando como referência para as reuniões as residências dos mais alfabetizados, posteriormente denominadas, Casas do Caminho.
O imperador romano Constantino, observando o crescimento do cristianismo a despeito das perseguições, num inegável golpe político ordenou que cessasse toda e qualquer repressão, percebendo que seria importante para a sustentação de seu império, uma religião que proporcionasse unidade à sua vasta dominação mas eivada de uma perigosa pluralidade religiosa.
Convocou então o chamado Concílio de Nicéia, cooptando os cristãos, e, ele próprio Constantino, determinando as decisões que iriam servir de alicerce para a criação da Igreja Católica Apóstolica e... Romana...
Neste Concílio, em disputa com os arianos, que entre outras questões afirmavam que Jesus era filho de Deus, mas não igual ao Criador, porque fora gerado e não incriado como seu Pai, Constantino, com a cumplicidade e o terror da maioria dos participantes do Concílio, sufragou a tese, herética, que Jesus, era igualmente Deus.
Os bispos que ousaram discordar do imperador foram simplesmente banidos do Concílio e exilados!
Algumas resoluções surgiram desta, digamos, reunião: A Santíssima Trindade; a Confirmação dos 4 Evangelhos - escolhidos de forma aleatória, anteriormente pelo bispo Irineu entre mais de 315 textos... -; o Credo e outras arbitrariedades...
E assim, numa jogada de "mestre", surge, o que hoje é conhecida, como, Igreja Católica Apostólica e... Romana, que, em verdade, não existe há 2000 anos, e sim, a menos de 18 séculos.
E ainda há quem acredite nela.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Réquiem por um sonho
Primeiro de Abril de mil novecentos e sessenta e quatro. União Nacional dos Estudantes. Dentro do prédio, Vianinha, eu e João das Neves, assistíamos, atônitos, as labaredas que consumiam a fachada, e entravam pela varanda; e nós, tentando uma patética resistência, enquanto os biltres da Tradição Familia e Popriedade, atiravam coquetéis molotov na barricada que havíamos erguido para evitar a invasão anunciada. A UNE, era o alvo escolhido pelo golpe militar, por sua tradição de lutas pela democracia; as passeatas a favor da participação do Brasil na guerra contra os nazistas; as manifestações nas campanhas do "Petróleo é nosso!"; a presença marcante pela redemocratização do país em plena ditadura do Estado Novo!
E a UNE, agora?
Um melancólico clube de "rebeldes" a favor; cúmplices do maior esquema de corrupção já montado no país; cooptados por uma propina mensal destruíram uma história de coragem e contestação a toda espécie de autoritarismo.
Não esperaram a velhice chegar para vender seus hipotéticos ideais... O que dirão a seus filhos? Será que conseguem cantar o hino da entidade, sem o rubor em suas faces?
E pensar, que serão eles, a elite desse país...
sábado, 18 de julho de 2009
O acaso não existe
Como é possível acreditar que o acaso é o responsável pela existência da vida e do universo?!
A sincronicidade do movimento dos astros, estrelas, galáxias, enfim, atestam a impossibilidade do acaso.
"Deus não joga dados com o universo!”, afirmava Albert Einstein, o formulador da Teoria da Relatividade.
A reverência ante o mistério transporta-nos há 20 ou 30 mil anos antes da nossa era.
Povos que nunca tiveram o menor contato com qualquer tipo de escrituras, sentiram a necessidade da adoração inerente à condição humana.
Os ritos mágicos dos bantos e dos papuas; as cerimônias de Lascaux ou Altamira, gravados para sempre em suas admiráveis pinturas murais; os pigmeus, os esquimós, com suas orações simples e espontâneas, revivem em nossos dias as invocações do homem de Neanderthal ou de Cro – Magnon.
Jung, ao ser indagado sobre sua crença em Deus, foi sucinto:
- “Eu não acredito. Eu sei.”
Os judeus místicos (há os que não são) não pronunciam o nome do criador; utilizam-se de letras – IAVÉ, ou mesmo números.
O universo, segundo a Cabala existia antes do Big Bang, que era um ponto que recebia luz em abundância, até que não podendo conter tanta “doação”, explodiu!, em amor, astros e seres – Nós, fragmentos das estrelas...
O efeito deslumbrante pressupõe uma causa inteligente.
Por trás dessa maravilhosa aritmética que é o universo, existe, com certeza, um Matemático Emocionado...
domingo, 5 de julho de 2009
A fé e a ciência
Os ateus, que geralmente, "invocam" Charles Darwin, para justificar a ausência de Deus na criação, deveriam ler este texto do autor da Evolução das Espécies:
"...Por maiores que fossem as crises por que passei, nunca desci até o ateísmo, no verdadeiro sentido do termo, isto é, nunca cheguei a negar a existência de Deus.
A impossibilidade de conceber este grande e maravilhoso universo, com nossos "eus" conscientes, como obra do acaso, é, a meu ver, o argumento principal a favor da existência de Deus.
Outro motivo de minha crença na existência de Deus, ligado não ao sentimento, mas à razão, e que, pelo seu grande peso, não pode deixar de impressionar-me, é a extrema dificuldade, ou antes, a radical impossibilidade de conceber o universo, prodigioso e imenso, incluindo o homem com a faculdade de se reportar ao passado e de prever o futuro, como resultado, de um destino ou de uma necessidade cega.
Refletindo sobre isso, sou forçado a admitir uma causa primeira, um espírito inteligente, sob certos aspectos análogo ao do homem.
E mereço, por isso, que me considerem deísta.
Esta conclusão, está fortemente radicada no meu espírito, desde a época em que escrevi A origem das espécies (pp. 354. 356. 363).
Charles Darwin"
E mais: "...O ateísmo é oriundo precisamente dessa idéia de que a adoração não é uma propriedade natural da natureza humana e ele espera o renascimento do homem, abandonado unicamente a si mesmo. Esforça-se por mostrar que o homem será moral quando se libertar da fé. Mas, até hoje, os ateus não mostraram nada. Julga-se a árvore por seus frutos. Ao contrário, mostraram-se apenas uma monstruosidade. A moral, entregue a si mesma ou à ciência, pode desnaturar-se até a abominação extrema.
Fé e moral, Dostoiévski"
Obs: Os dois textos estão no livro, As mais belas orações de todos os tempos, em belíssima tradução de Rose Marie Muraro.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
As irmãs Fox
A comunicação com os espíritos, por ser uma das leis da natureza, existe desde o começo da criação. Abraão, Moisés e todos os profetas do velho e novo testamentos eram médiuns, assim como nosso mestre Jesus. A eclosão contemporânea do espiritismo teve lugar nos Estados Unidos, precisamente em um pequeno bairro de Nova York - Hyde Ville -, numa modesta residência onde moravam as irmãs Fox, com seus progenitores. Durante vários meses, as irmãs Kate, 7 anos e Margareth, 10 anos, começaram a perceber certos ruídos provenientes do assoalho da casa. Com o tempo as crianças constataram que os ruídos apresentavam um certo ritmo, como se fosse uma espécie de código, sendo que, cada batida, identificava-se com uma letra do alfabeto. Quando mais tarde, retiradas algumas tábuas, mas precisamente de onde surgiam as batidas, e para espanto geral, depararam-se com um cadáver em adiantado estado de decomposição. O fato espalhou-se rapidamente por todo o pequeno bairro e descobriu-se, que o corpo, era o de um caixeiro viajante, que havia sido assassinado e enterrado no porão da residência, antes da mesma ser habitada pela família Fox.
Sem dúvida, foi através do espírito do mascate e da intuição mediúnica das duas crianças, que a inusitada ocorrência, chamou a atenção, em 1848, para a evidência da comunicação entre os dois planos da existência. Esta história, verídica, teve enorme repercussão e quase, que imediatamente, chegou à Europa, onde iniciava-se o fenômeno das mesas girantes, sobretudo à Paris, onde os aristocratas divertiam-se nas reuniões das mesas "girantes ou falantes". Apenas um homem, Hipolite Léon Denisart Rivail, convidado para uma dessas reuniões, percebeu, que, por trás daquelas movimentações, havia uma ou várias inteligências responsáveis pela movimentação das mesas. O senhor Rivail, foi um pedagogo e escritor francês; poliglota, era membro da Academia Real das Ciências e da Sociedade das Ciências Naturais de França. Convencendo-se de que os movimentos complexos deviam-se à intervenção de espíritos, Rivail dedicou-se à estruturação de uma proposta de compreensão da realidade baseada na necessidade de integração, entre os conhecimentos, científico, filosófico e religioso. Adotou, nesta tarefa, o pseudônimo que o tornaria conhecido: Allan Kardec, nome este, segundo o que lhe informara um espírito, teria utilizado em uma encarnação anterior como Druída. Muitos espíritas ainda não sabem que “O Livro dos Espíritos”, foi composto basicamente, de forma surpreendente por duas jovens irmãs, médiuns psicografantes - as jovens Caroline Baudin, de dezoito anos, e Julie Baudin, de apenas quinze anos. A origem de “O Livro dos Espíritos”, primeira obra da codificação kardequiana, já demonstrava, de maneira inequívoca, que se tratava de um fenômeno mediúnico absolutamente autêntico e impossível de ser blefado por jovens e ingênuas meninas psicógrafas, que produziam as informações - respostas, a partir de um lápis de pedra amarrado à uma cesta de vime, escrevendo mediante impulso mediúnico, sobre um rudimentar quadro de ardósia, nascendo assim a primeira obra da codificação. Allan Kardec, foi obrigado a omitir os nomes das jovens médiuns, para protegê-las da feroz oposição que levantou-se, quando da publicação do livro, enfrentando sozinho a fúria de setores religiosos e tradicionais.
Carlos Vereza, a partir de “A historia do Espiritismo”, de Arthur Conan Doyle.
domingo, 7 de junho de 2009
O Ator
“...Eu amo os atores nas suas alucinantes variações de humor, nas suas crises de euforia e depressão. Amo o ator no desespero de sua insegurança, quando ele, como um viajor solitário, sem a bússola da fé ou da ideologia é obrigado a vagar pelos labirintos da sua mente, procurando no seu mais secreto íntimo afinidades com as distorções de caráter que seu personagem tem...”
Plínio Marcos
"Escrever bem é cortar palavras..." Carlos Drummond de Andrade
Peço desculpas aos que, por ventura, acessem este Blog pelo uso excessivo de adjetivos ao expor minha opinião sobre Lula e o PT.
Mas, tenho dificuldades em ser substantivo, tratando de tão lamentável tema.
sábado, 30 de maio de 2009
O CONCEITO DE HEGEMONIA EM GRAMSCI
Ainda sobre Gramsci, eis o que diz numa passagem de Il risorgimento:
- “A supremacia de um grupo social se manifesta de dois modos, como dominação e como direção intelectual e moral. Um grupo social é dominante dos grupos adversários, que tende a liquidar ou a submeter, inclusive com a força armada, e é dirigente dos grupos afins e aliados.
Um grupo social pode, ou mesmo deve ser dirigente já antes de conquistar o poder governamental. É essa uma das condições principais para a própria conquista do poder.”
Qualquer semelhança com a “estratégia” dos aloprados do PT, é mera coincidência...
A VORACIDADE NO PODER
A VORACIDADE NO PODER
A bolsa família é a mais cruel e hipócrita “caridade governamental”, cujo verdadeiro objetivo é anestesiar a consciência de milhões de brasileiros, tirando-lhes o direito à cidadania, caçando-lhes quaisquer perspectivas de inclusão social.
Os “intelectuais” petistas, decorebas do defasado pensador italiano Antônio Gramsci – “hegemonia: a ditadura do proletariado...”, utilizam-se da democracia – com o megalômano Luis Inácio à frente - , para posteriormente destruí-la.
Não interessa ao arrogante palanqueiro e seus sequazes, a criação de frentes de trabalho, a construção de açudes, estradas, e a tão necessária malha ferroviária indispensável num país de dimensão continental.
O que lhes importa, é “ocupar o poder por dentro”, infiltrando na máquina governamental seus apaniguados, para a devida arrecadação dos dízimos pagos com o dinheiro do contribuinte, e, assim, robustecer a caixa da famiglia, digo, do partido...
A permanência no poder: este é o projeto destes bucaneiros travestidos de socialistas, com a cumplicidade e o silêncio de boa parte dos “teóricos” da USP, UNICAMP e os teólogos da “libertação...”
Pobre Brasil, saqueado com uma voracidade nunca vista, pelos “paladinos” da ética e da moralidade...
Lamento macular meu despretensioso blog com este inútil desabafo, mas, não consigo manter-me omisso à covarde destruição das nossas, ainda tão frágeis, instituições democráticas.
Carlos Vereza
P/S: “Calo-me, espero, decifro.
As coisas talvez melhorem.
São tão fortes as coisas!
Mas eu não sou as coisas
e me revolto.”
Carlos Drummond de Andrade
domingo, 17 de maio de 2009
O ETERNO JORNALEIRO
Benedito Ruy Barbosa,
O último dos moicanos, o eterno jornaleiro, memorialista emocionado, que trocou as “madaleines” de Proust, pelos bolinhos de chuva; persistente buscador da utopia, do Brasil esquecido, que na contramão do “progresso” high tech, ainda acredita na cordialidade, na ingenuidade, ainda não de toda corrompida do povo brasileiro.
Suas novelas, que eu sei ele escreve chorando, buscam – parafraseando nosso poeta maior Carlos Drummond de Andrade -, transmitir um país que seja mais do que “um retrato na parede” e nós sabemos como dói...
Benedito está em boa companhia: Lima Barreto, Nelson Pereira dos Santos, Glauber Rocha, Dias Gomes, Castro Alves, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Catulo da paixão Cearense, Tom Jobim, e tantos outros, opostos dos macunaímas, dos predadores de sonhos, que se imaginam sofisticados intelectualmente e não passam de patéticas caricaturas com os olhos voltados para uma cultura esvaziada de qualquer sentido, repetitiva, eivadas de um niilismo decadente, calcadas na estética do clipe e da violência, “intelectuais” que voltam as costas ao verdadeiro país, que a despeito da avalanche de informações tecnológicas, debate-se com a miséria, com o analfabetismo, a falta de cidadania e submissos ao DNA populista de nossos governantes.
Penso em Villa Lobos, que aclamado pelos grandes centros musicais, europeus e americanos, preferiu se embrenhar nas matas amazônicas e que nos deu como fruto, suas inacreditáveis sinfonias, que maravilham até hoje, os maiores eruditos internacionais.
O povo precisa das novelas de Benedito, de seus personagens ainda perplexos, do chamado e rejeitado Brasil profundo, que a despeito dos apetites vorazes, do arraigado coronelismo, é de onde surgirá a Terra Prometida, o Celeiro da Humanidade.
É evidente que não está se propondo uma cultura xenófoba, sobretudo com a irreversível e desejável globalização, mas é fundamental que procuremos esculpir o rosto brasileiro, ainda que coberto de rugas e sofrimentos históricos, mas ele existe;
E são artistas como o Benedito, que dignificam o grande teatro eletrônico, acreditando que é possível manter viva, através do entretenimento e cultura, as profecias que apontam o Brasil como o país do futuro, e por quê não, A Pátria do Evangelho.
Carlos Vereza
A ESTÉTICA DA CONTEMPLAÇÃO
A novela Paraíso, além do belo texto de Benedito Ruy Barbosa, conta com uma direção de rara sensibilidade por parte de Rogério Gomes – o “Papinha”.
Este jovem surfista cria um bendito “ruído” na acelerada programação da televisão brasileira, que pasteuriza novelas, comerciais, jornalismo, numa avalanche de informações, que biologicamente, o telespectador não tem condições de absorver.
A direção de Rogério trabalha com a interação entre atores (personagens), e estonteantes paisagens, que alcança o espectador pelo sensorial, antes que ele possa conceituar o que está assistindo.
Como conseqüência, se estabelece uma cumplicidade inconsciente, uma calma contemplação, onde o público é delicadamente “convidado” a coautoria da narrativa; ou seja: a paleta de cores (luz, figurinos, música, cenários) subverte a agressão visual provocada pela chamada “estética da velocidade”.
O ritmo, assumidamente “lento”, reflete o comportamento dos habitantes das cidades do interior, mesmo com o avanço dos meios de comunicação.
A câmera, em geral sempre ao nível do olhar dos atores, estabelece uma imediata empatia; as tomadas de grua “apequenando-os” em contraponto com as planícies desoladoras, criam no telespectador uma inusitada solidariedade com os personagens de Benedito, precários herdeiros de Carlitos diante dos mistérios da vida.
Assim é Paraíso, um auspicioso momento de criatividade da televisão brasileira.
Carlos Vereza
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