Carlos Vereza

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quinta-feira, 14 de julho de 2011

FASSBINDER.

Rainer Werner Fassbinder, um dos diretores mais instigantes do novo cinema alemão, morto prematuramente, possivelmente por over dose, encontrado debruçado em cima de um roteiro. Seu primeiro filme, O Amor mais frio que a morte, assinala o que seria toda a sua filmografia: " os filmes não devem enevoar o nosso pensamento, mas deixá-lo mais aberto. No cinema o espectador deve defrontar-se com novas experiências."
Em O Amor mais frio que a Morte, este pensamento de Fassbinder fica absurdamente "claro!" Um fio de roteiro: o personagem interpretado pelo próprio diretor recusa-se a fazer parte de um determinado sindicato. Então, uma série de crimes é atribuido a ele, envolvendo-o em vários assassinatos.
Fassbinder, não tem a menor preocupação "estilistica" na colocação da câmera; o diafragma sempre estourado, os personagens sem "futuro", perambulam sem sentido como a expressar o vazio pós- guerra, caracteristica, de toda a sua filmografia.
A falta de esperança, uma mal disfarçada culpa pelo passado delituoso de seu país, são mais que evidentes em toda a sua obra, principalmente em Berlim Alexanderplatz, na minha opinião seu mais completo filme!
Infelizmente, poucos de seus 39 filmes foram exibidos no Brasil. Tentem, os que não o conhecem, entrar em contato com um dos maiores cineastas, a meu ver, de todos os tempos!

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