Carlos Vereza

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domingo, 4 de outubro de 2009

A explosão emocionada

No princípio, eu era um ponto Que recebia luz E recusava. Um poderoso pensamento Me preenchia Me iluminava Eu recusava. Assim, foi, por milhares de eons Assim, foi, por milhares de eons Até que plena e grávida Exausta de repulsão Fragmentei-me Em planetas Cometas Estrelas E seres Em fogo, em chamas, labaredas. O poderoso pensamento Me impulsionava A explosão do parto Me atordoava. Uivei... Eu era luz e escuridão Assim, foi, por milhares de eons Assim, foi, por milhares de eons Depois, muito depois Eu era o silêncio O abissal silêncio O frio O cio A calma A alma O corpo O nascimento A aceitação.

4 comentários:

SARASWATTI disse...

A recusa inicial pode ter como causa o medo do desconhecido. O medo explica muita coisa.
Lindo texto: cadente, emocionante, tocante.
Por favor não páre de compô-los!
Cordialmente,
BEN.

Liz disse...

Maravilhoso. Só pode ter sido inspirado pelas mais altas esferas celestes. Me emocionou e me transportou. Continue postando essas preciosidades para nós. Gostei também do poema que você escreveu para a Bia Seidl, falando da beleza natural dela.

Delma disse...

Um das melhores poesias já escritas por você. Somos seres cósmicos, incrivelmente interlaçados neste Universo mágico, que belamente você se inseriu.

Teca disse...

Como eu já disse, me remete a um parto!!
Maravilhoso!!
Bjs!!