Carlos Vereza

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segunda-feira, 22 de junho de 2015

HORROR.

Vieram de madrugada. Não como o canto dos pássaros ou o lamento de um blues. Vieram de madrugada. Não como os ruídos calmos da floresta, ou a volta da mulher amada. Eram seres desfigurados, transfigurados pelo ódio, em busca da vitima inocente. Ele dormia o sono dos justos. Não sabia que teria que sofrer as Sete Estações do Martírio. Gordinho e brincalhão como um anjo bagunceiro e renacentista. Distante dos prazeres mundanos, recolhido, dedicado ao bem, à caridade. Assistia e ria com as novelas, sua única distração. Atendia, diuturnamente quem o procurasse: na antiga oficina, operando de macacão sujo de graxa e branco de ectoplasma. Na hora da suprema dor Frederick retirou sua alma do absurdo suplício. As botas assassinas saíram desconcertadas da precária vitória. A Lua, implacável, como testemunha, marcou as faces do arbítrio.

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