Carlos Vereza

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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

ESTÉTICA DA PSICOSE.


Assisti, desolado, no Canal Curta - 56, um documentário sobre o (como chamar?)  encenador José Celso Martinez Correia. Entre os entrevistados, deslumbrados, um, digamos, critico de teatro, discorria sobre o que seria a reinvenção da cena mundial.

Atento aos detalhes, na estante do comentarista, uma gravura de Che Guevara. Enfim um ponto de partida: a previsivel "esquerda" e sua constante e repetitiva invenção da roda.

E o entusiasmado analista, para corroborar suas definitivas certezas, citava meu amigo Gerald Thomas e Caetano Veloso, que teriam dado seu indescutivel aval a dita e bendita revolução teatral.

Condoi-me do Zé, inegável criador de tantos emblemáticos espetáculos na década de 70, e tristemente reduzido, agora, à um pálido pastiche do co-criador do histórico Rei daVela.

Sei que definir é dar fim. Mas como "entender" uma estética comandada com mão de ferro, que ao mesmo mesmo tempo apregoa-se  libertária, onde defecar realisticamente em cena, tirar sangue verdadeiramente dos braços dos atores, seria uma - vá lá - contestação da chamada "realidade"? ; uma mise en scène pretensamente sem censura da sexualidade mas reprimida com a onipresença castradora de Zé Celso, com patéticas e gratuitas manifestações de viés homossexual - aceno oportunista à cartilha esquerdista da chamada diversidade sexual.

Pessoas se masturbam em cena, sendo o onanismo o contrário da suposta liberdade de costumes apregoada pelo Zé Celso, em reiteradas e performáticas entrevistas, pois o orgasmo não se comunica com o outro ou a outra pessoa, o que definiria, de alguma maneira, uma interação, alguma epifania - fundamento maior  da vida e da arte!

Mas o lobby esquerdista permeia, não apenas o conturbado momento politico do país, mas insere-se nas soi disant "exposições" queer, em Porto Alegre e São Paulo, onde precários cartuns degradam a condição humana, não poupando nem mesmo a infância, à titulo de...obras de arte.

Como artista não percebo mais o talentoso encenador. Como ser humano, parece-me - e tem aqui minha solidariedade - José Celso, busca o revide contra o "sistema"e a fatalidade que atingiu seu irmão, com quem trabalhei, tempos atrás. Pena que essa prestação de contas resulte em um  incentivo "inconsciente" às mesmas circunstâncias das quais seu irmão foi vitima.

Carlos Vereza.

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