Carlos Vereza

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terça-feira, 9 de setembro de 2014

HUNOS.

O ódio permeia a atmosfera do país. Sólido. Ameaçador. Os corruptos chafurdam na lama de mais um escândalo. Pobre Petrobras, refém de quadrilheiros empedernidos. Irremediavelmente canalhas.

Agarram-se ao poder sem saber que apenas assemelham-se a seres vivos. Os cabelos e o caráter, pintados de acaju. Os olhos opacos remetem a cadáveres que agarram-se, pálidos, a tampa do ataude.

A organização criminosa sobrevive e perpetra crimes e assaltos. A pátria geme e sofre saqueada por redivivos Hunos. Insaciáveis Hunos. Implacáveis Hunos. É preciso acumular o butim. Deglutir o butim. Farinha pouca meu pirão primeiro. A Peste, de Camus, é uma precária metáfora comparada a sórdida promiscuidade da organização criminosa. Vistos de longe parecem humanos. Parecem.

Carlos Vereza.

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