Carlos Vereza

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segunda-feira, 13 de maio de 2013

RÉQUIEM PARA UM IDEAL ASSASSINADO...

Renato e Clodiete correram até a mesa, onde Amaro permanecia imóvel. Alguns jornalistas tentavam reanimá-lo, enquanto outros, mais interessados com a repercussão, fotografavam Amaro de todos os ângulos, frios, o que provocou revolta em Clodiete que gritava por ajuda. Renato e Wilma afastavam os fotógrafos, que relutavam e continuavam como abutres, a empurrar uns aos outros, aos gritos, o que gerou um principio de tumulto fazendo-se necessário a intervenção da segurança.
Renato, junto à Amaro, procurava, com passes, trazer Amaro à consciência. Em vão. O antigo "Buck Jones" estava morto.

Inútil o exame do que restara no copo. A substância colocada pelo "garçom" não denunciava a origem do veneno, embora  os legistas confirmassem que o colapso não fora natural. A organização criminosa, tinha uma vasta experiência em eliminar obstáculos...

Amaro teve reconhecido pelo plano espiritual seus esforços para evoluir, salvando, assim, sua quase desperdiçada reencarnação. Levado por mensageiros de luz, aos hospitais  do espaço, ali ficaria em sono letárgico, na recuperação de seu perispírito.

Nos dias que seguiram, o noticiário destacava as inúmeras passeatas a favor da liberação das drogas, do aborto, do casamento entre pessoas do mesmo sexo, e a reeleição do Grande Guia por tempo indeterminado!                                  
                                                                    FIM

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