Carlos Vereza

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domingo, 27 de junho de 2010

"Esquecimento" oportuno

Na noite do dia 10 de setembro de 2001, o prefeito de Campinas Antonio da Costa Santos foi brutalmente assassinado em circunstâncias "inexplicáveis", vez que o crime até hoje não foi efetivamente exclarecido. A morte do Prefeito foi um duro golpe na democracia Político/partidária, considerando que sua gestão "significaria um salto de qualidade" do ponto de vista das demandas sociais e dos avanços dos setores de esquerda da cidade de Campinas e regiões adjacentes. O Ministério Público (MP) de Campinas ofereceu denúncia contra o bando de Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho. Segundo a promotoria, estariam no Vectra prata, veículo utilizado durante o crime, Anderson José Bastos, o Anso, Valmir Conte, o Valmirzinho, e Valdecir Souza Moura, o Fiinho. Apenas Andinho está vivo. A motivação do crime não foi apontada pela Promotoria, no entando, o DHPP de São Paulo defende o crime banal. A arma utilizada nunca foi encontrada. Andinho nega a co-autoria do crime. Após as denúncias de suposta corrupção envolvendo o governo federal e integrantes do PT, a família suspeita que Toninho pode ter sido assassinado porque poderia representar um entrave para a realização de "negociatas". O juíz da Vara do Júri, josé Henrique Torres, não aceitou a denúncia da Promotoria, que afirmava que a quadrilha havia matado Toninho, por falta de provas. Neste ano, os desembargadores da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) mantiveram a decisão de primeira instância que livrou Andinho de ir à júri popular pelo crime e determinou ainda a reabertura do inquérito policial e a retomada das investigações no caso. As investigações ainda não foram reiniciadas, segunda a viúva Roseana Garcia (publicado no jornal Correio Popular em 11/09/09, jornalista Fábio Gallacci). Embora existam vários interesses em tipificar a morte do prefeito como crime comum, o bom senso e a percepção majoritária de setores de sua intimidade, como assessores, amigos e familiares não estão convencidos de tal caracterização e todos os dias e a cada ano clamam por justiça e por uma apuração isenta, onde a Polícia Federal assuma definitivamente o caso e para esclarecer os reais motivos da morte do prefeito do PT, que segundo citação de familiares, membros do governo federal e integrantes do PT, a família suspeita que Toninho pode ter sido assassinado porque poderia representar uma entrave para a realização de "negociatas". As pessoas do círculo mais íntimo do ex-prefeito assassinado têm mantido viva a memória desse triste episódio, particularmente, a sua mulher e familiares que de forma incansável tem militado para que essa tragédia não caia no esquecimento e que seja elucidado definitivamente a bem da transparência publica e o pleno restabelecimento da verdade dos fatos. Roseana Garcia, a viúva do prefeito de Campinas, Antonio da Costa Santos, o Toninho (PT), assassinado a tiros na noite de 10 de setembro 2001, não quer que a luta que já dura oito anos, pela descoberta real da autoria e da motivação do crime seja esquecida. Para isso, ela pretende exibir o documentário Ecos - produzida pelos jornalistas Pedro Henrique França e Guilherme Manechini, recém formados pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) - em escolas, entidades e associações de bairro de toda a cidade. A idéia é fazer com que a história de Toninho e sua trajetória de dedicação e amor a Campinas seja conhecida por mais pessoas e pelas futuras gerações. Além disso, a pergunta que não quer calar: "Quem matou Toninho?", continuará ecoando. (publicado no clipping eletrônico - Departamento de Comunicação, PUC- Campinas 11/09/09). Com a morte em setembro de 2001do prefeito Toninho do PT, como era popularmente conhecido, nosso final de ano foi marcado por um sentimento de perda irreparável, de uma liderança que foi eleito (prefeito de Campinas), para operar profundas mudanças numa das mais importantes cidades do País, pelo seu potencial econômico e pelo que a mesma representa pelo ponto de vista do fomento de políticas e projetos que sempre extrapolam para além dos seus limites geográficos. Para o desespero e apreensão dos militantes e lutadores sociais, em 18 de janeiro de 2002, outra tragédia recai sobre a militância, com o sequestro seguido de morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, morto também em circunstâncias "enigmáticas". Compareci e acompanhei o velório do prefeito Celso Daniel, com as ruas tomadas pela população indignada pelo ocorriido e a comoção era geral por parte dos moradores, amigos e familiares. Até hoje, coincidencia ou não, a morte do prefeito Celso Daniel também não foi solucionada até o momento e pessoas que operaram para esclarecer com "certa urgência", dando o caso por encerrrado, também caracterizaram mais esse crime como banal e comum. Segundo vários veículos de comunicação, inúmeras pessoas que estavam relacionadas com a morte de Celso Daniel já foram mortas. Para os familiares de Celso Daniel, a morte do prefeito foi um crime motivado por interesses políticos, contrariando assim o primeiro inquérito policial que afirmava que o prefeito foi vítima de um crime comum e assassinato por engano. Indignado com a falta de transparência e com a insistência da versão até agora pronunciada, Bruno Daniel condena a estranha morosidade no caso: " Que país é o nosso, em que pessoas já condenadas em primeira instância podem ficar soltas até que todos os recursos nas demais instâncias sejam analisados, enquanto nós, minha família e eu, tivemos que deixar o Brasil em 2006 em razão de intimidações, perseguições e ameaças que sofremos, e depois de terem ocorrido oito mortes relacionadas à de Celso? Se é justo que um julgamento tenha de chegar a seu fim para que haja punições, é justo que os procedimentos legais se possam alongar quase que indefinidamente? Até quando Celso continuará insepulto? Inúmeros outros assassinatos que ganharam amplo espaço na imprensa já foram resolvidos ou a Justiça já se posicionou quanto ao encaminhamento a ser dado. Bruno Daniel foi super direto em seu recado aos que tentar e conseguem abafar o caso: "Para aqueles que quizeram que eu me calasse, sob a alegação de que com a minha luta na busca da verdade mancharia a imagem de meu irmão, tenho a dizer que quem mancha a imagem de nosso país são aqueles que matam ou que tentam esconder assassinos e continuam agindo com os mesmos mecanismos que levam à sua morte". (publicado em 17 de abril de 2009, http://www.alertatotal.blogspot.com/) A morte de duas personalidades políticas da estrutura de poder do Partido dos Trabalhadores, precisa ser exaustivamente investigada e é necessário que se faça justiça em nome da luta e da memória que essas figuras públicas representavam e representam para a população das suas cidades, do estado e do país. A permanecer as atuais lacunas investigativas suspeitas denunciadas pelos familiares e pessoas que conviveram com os mesmos, podemos fazer uma leitura de que o governo não tem interesse em esclarecem os fatos; por incompetência, por omissão ou com medo de eventuais revelações comprometedoras e ameaçadoras que ao serem reveladas poderá comprometer a governabilidade ou desestabilizar a tão fragilizada conduta partidária do PT? Na verdade, o governo Lula precisa ter coragem política para enfrentar essas e outras realidades, bem como, dar uma resposta ao conjunto da sociedade para solucionar e elucidar tais fatos, considerando que o atual governo dispõe dos mecanismos e estruturas de governo e poder, suficientes para esclarecer definitivamente esses e demais casos que continuam a espera de uma resposta sobre a intencionalidade, a autoria, a motivação direta ou indireta que levou ao assassinato de pessoas do alto escalão de poder de seu próprio partido. Aldo Santos Sindicalista, Coordenador da Corrente política TLS, Membro da Executiva Estadual e presidente do Psol em SBC ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ Entenderam, anônimos? O porquê do meu texto 2010: Cristais quebrados? Carlos Vereza

4 comentários:

Airton Leitão disse...

Vereza,
Você certamente já observou que os mais veementes defensores das "coisas estranhas" que ocorrem entre petistas sempre fazem comentários anônimos. Qual seria o motivo para esconderem a cara?

maria cristina disse...

Vereza

É o verdadeiro ParTido da criminalidade em todos os sentidos.
Estão os dito 95% fingem serem cegos e surdos ou melhor, coniventes, vendidos, alienados uu então mortos, literalmente.
A lavagem cerebral é explícita e continua atuante.
Sorte ou azar fazer parte dos 5%?
A minha dignidade, meus pricípios, minha ética, minhas convicções não tem preço.
Há uma luz no fim do túnel, eu acredito que o mal não vencerá.

Maria Cristina |SP

Anny Meng disse...

Minha cara Maria Cristina, apesar das nossas fortes convicções, creia-me o mal pode vencer sim, quando encontra terreno fértil junto à miséria e a ignorancia.É incrível como esses "senhores e senhoras" tem uma capacidade absurda de confundir....e convencer.Só nos resta tentar abrir os olhos daqueles que estão ao nosso alcance. Ana

Luiz Gonzaga disse...

Para conhecer do que são capazes os fanáticos, basta baixar o arquivo no link e lê-los com calma.

http://www.averdadesufocada.com/images/orvil/orvil_completo.pdf

Mas isso não significa que eles terão qualquer sucesso. Pelo contrário!