Carlos Vereza

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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O SOL E AS DROGAS COMO TESTEMUNHAS.

Um jovem matou outro jovem numa escola ocupada no Paraná. Que se saiba pela disputa de uma droga sintética. Ato gratuito. Até o momento não demonstrou arrependimento. Alega que estavam os dois, drogados. Não sei por que este absurdo me remete a Mersaut, personagem do romance, "O Estrangeiro", de Albert Camus. 
Na semelhança entre os dois, a gratuidade do gesto. Mersaut, ofuscado por um forte sol, assassina um árabe, Quando é julgado o juri se mostra mais chocado pela ausência de remorso de Mersaut, do que o crime em si. O jovem, do Paraná, "não lembra direito."
Na ausência do...sol, a alienação pelo efeito da droga. A faca, nos dois casos. Impressionante: tanto Mersaut como o jovem assassino do Paraná, desconhecem o ato e o "outro." São, simplesmente, "acidentes de percurso." Enquanto "O Estrangeiro" faz parte de uma trilogia do absurdo, de Albert Camus, "o homem revoltado" pela ocupação da Argélia, aqui, o absurdo tornou-se cotidiano. Jovens drogam-se e..."resistem!" À quê?
Abrem mão de suas individualidades. O coletivo os justifica. Os sublimam. Não sabem e não querem saber o que os levou a esta situação. Não questionam o passado de um governo delinquente. O inferno são os outros. Ainda que constituídos constitucionalmente.

domingo, 23 de outubro de 2016

PELES DE CORDEIRO.

Com o fim da União Soviética, a esquerda internacional voltou suas atenções para a América Latina. Constatado o fracasso da luta armada para chegar ao poder nessas regiões, rearticularam-se em uma nova estratégia. Ocupar, por vias democráticas, até a completa hegemonia, os países latino americanos.

Para este intento, criou-se, com Fidel, Lula e Chaves, O Foro de São Paulo.  Apresentando-se "com peles de cordeiro",  candidataram-se, com programas liberais, prometendo amplo respeito às leis do mercado. O principal alvo seria o Brasil, por sua influência sobre os demais vizinhos.

Lula candidatou-se com a famosa "Carta ao Povo Brasileiro", como um democrata que se arrependera de suas posições radicais. Venceu, depois de várias tentativas, o pleito presidencial.

No seu primeiro mandato, usufruindo de uma herança bendita deixada por Fernando Henrique Cardoso, com a inflação sob controle, Lei de Responsabilidade Fiscal observada, Lula parecia ter abandonado suas práticas incendiárias; pura ilusão.

Reeleito, abandonou suas promessas de campanha e começou-se a delinear o que fora escondido dos eleitores: o projeto de permanência indefinida no poder.

Para tanto, utilizou o mais desavergonhado populismo-assistencialismo, incentivando a população ao consumo desenfreado, o que só poderia acontecer com a busca por empréstimos aos bancos, que evidentemente não avisaram aos credores, sobre os juros que recairiam em seus empréstimos.

Sem uma politica econômica que desse sustentação a esse projeto, o resultado foi o endividamento da "nova classe média", que teve, em síntese, de perder o ilusório status, vendo seus bens devolvidos aos bancos.

Esses foram os famosos quarenta milhões retirados da pobreza, e que se retratam, agora, em mais de doze milhões de desempregados, sessenta milhões de inadimplentes, milhares de fábricas fechadas. Com o que lhe restava de prestigio, elegeu Dilma Roussef, que, em quase dois mandatos, acabou de quebrar o país.

E dizer, que o fanatismo de seus seguidores, finge ignorar este desastre.  ,


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

HEIDEGGER E O NAZISMO.



HEIDEGGER MESMO APÓS A DERROTA DO NAZISMO NÃO ABANDONOU SUAS "SIMPATIAS" PELO NAZISMO.
MESMO  DEPOIS DA DERROTA DO NAZISMO HEIDEGGER CONTINUOU COERENTE COM SUA SIMPATIA AO HORROR.

HEIDEGGER E O ESTADO.

" Cada um deve agora procurar o saber do povo e do Estado e sua responsabilidade própria. O Estado repousa sobre nossa vigilância, sobre nossa disponibilidade e nossa vida. Nossa maneira de ser dá sua marca ao ser de nosso Estado. Assim, cada povo toma posição em relação ao Estado, e a povo algum falta o desejo do Estado. O povo que recusa o Estado, que não possui Estado, é simplesmente um povo que ainda não encontrou a síntese de sua essência; falta-lhe ainda disponibilidade e força no engajamento em relação a seu destino völkisch. ( étinico)