Carlos Vereza

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domingo, 26 de outubro de 2014

O BOM COMBATE.

Aécio, há derrotas que nos enobrecem. Como você citou ao final do debate, o bom combate foi por você travado. O Espelho de Alice só pode ser transposto por seres de corações puros. Sabemos das fraudes, das manipulações, das nefastas bolsas que humilham os "beneficiados" Tenho o choro contido. Mas não derramarei uma lágrima, por sabê-lo o verdadeiro vencedor nesta pobre Pátria tão mal amada. Prefiro a sagrada indignação, como a do Cristo expulsando os vendilhões do Templo. Mais que um mar de lama, o país escoa entre detritos morais dos maiores corruptos em toda a nossa precária história. A alma pátria está embargada nos soluços reprimidos, na ética desprezada e ironizada. Mas, creia, Aécio: os patifes não passarão!

sábado, 25 de outubro de 2014

A calma na paixão.

A propaganda de Aécio é a antítese, formalmente, da demagogia petista. Câmera no tripé, pessoas com tempo para falar, som aceitável, sem entrar em contradição com os depoimentos. Fatos incontestáveis como os planos próximos e gerais da Transposição do Rio São Francisco intercalados com os habitantes da região. Ausência absoluta de histeria. Como diria meu querido e saudoso Vianninha: "Há em tudo, a calma na paixão."

Estetica nazista.

A propaganda eleitoral da Dilma tem a chamada competência da banalidade do mal. As cores vermelha e preta alternando-se em fotogramas de não mais de três segundos, impedindo qualquer tipo de reflexão. Pura estética "inspirada" nas grandes paradas nazistas. A "mensagem" chega ao inconsciente antes que possa ser processada racionalmente. Decibéis cinco oitavas acima, em fusões com planos gerais, sempre rápidos -Funk e muitos, muitos planos de pés dançando. Closes em panorâmica, tudo muito difuso e estridente. As cores, ainda elas, remetem a clubes de enorme aceitação popular. Nunca o meio foi tão mensagem. Himler babaria de orgulho por ver seu talento tão bem aproveitado nos tristes trópicos. Em nenhum momento a câmera se permite uma tomada que permita uma respiração do enquadramento. Ao fundo, Lula ofendendo Aécio numa linguagem que é a própria extensão de sua, digamos, personalidade. Artistas compõem, com sorrisos já patrocinados, o que resta da grande mascarada.

Habitantes do Olimpo.

Nada mais out do que intelectuais que, julgando-se, acima dos pobres mortais, colocam-se "neutros" e contemplam, olímpicos, citando Deleuze e caterva, os pobres tupiniquins que precisam votar em candidatos que ainda não alcançaram a graça da levitação. Bichos, o Estado Islâmico é aqui com eternos 40% nos cornos o ano inteiro, com 15 milhões de analfabetos e outros tantos que mal conseguem assinar o nome. Nós, tupiniquins que temos que sobreviver nas nossas precárias circunstâncias, anos-luz do circuito Elizabeth Arden, olheiras profundas, eternos Carlitos do Terceiro Mundo, estatura despencando por falta de proteínas...Excelsos sábios de novaiorque, aqui, em Bruzundangas a urna é mais embaixo, o jeans é "igualzinho" mas sem o talhe do primeiro mundo. Compadecei-vos da nossa precariedade, vós, Habitantes do Olimpo! Sujem as mãos, não como nós, na lama repetitiva do cotidiano latino americano, depositem suas delicadas mãozinhas no previsível Chanel .Au revoir.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Republiqueta.

Triste constatar a frouxidão moral e ética de grandes segmentos da população brasileira. Doze anos de uma sórdida hegemonia de uma organização criminosa que atende pelo eufemismo de Partido dos Trabalhadores. Por que criminosa? Por solidarizar-se com os condenados petistas do mensalão, que sequer foram afastados da, digamos, agremiação partidária; por aparelhar todo o estado com os chamados cargos de comissão, outro eufemismo para justificar mais arrecadação para o partido.

Os inúmeros escândalos foram solenemente ignorados pelos anestesiados dependentes das incontáveis bolsas e massivas propagandas enganosas. O povo, no Brasil, é uma abstração dolorosa sem, nem remotamente, se perceber como sujeito da história.

O que esperar de um "futuro" onde a criminosa e calculada ausência de educação nos levará, por consequência, a uma nação abastardada refém dos eternos oportunistas de plantão? A insidiosa estratégia gramscista de infiltração na democracia para posteriormente destruí-la, tem como finalidade o esgarçamento do tecido social com a anulação de limites necessários a justa convivência entre diferenças. Daí, a legalização das drogas, o ativismo gay, que rotula opiniões contrárias, como homofóbicas, a ditadura das "minorias", enfim - a banalidade do mal.

Urge a formação de uma frente de oposição a este estado de degradação, sob pena de nos tornarmos, definitivamente, mais uma republiqueta de bananas.

Carlos Vereza.