Carlos Vereza

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

AMARO NA PRISÃO!


...o que era para fazer foi feito. Os dossies foram devidamente encaminhados, Amaro, não tinha mais nada a perder. Foram para um quarto e sala na Gloria. Clodiete, tirou da gaveta seu empoeirado diploma de pediatra, e com uma verdadeira amiga que restara, Wilma, dividiu um pequeno consultório na mesma Gloria, e de porta em porta, distribuindo folhetos, divulgaram o endereço, que esperavam, teria em breve clientes aos quais dariam o melhor de suas especialidades.
Sobre Wilma, antiga colega de faculdade, que nos momentos de bonança fora esquecida, e que agora, no primeiro chamado acorrera prestimosa, Amaro, aprendera mais uma lição: na dificuldade, conhecemos os verdadeiros afetos.

Mas Amaro teria que prestar contas de seus atos às autoridades, mesmo com o beneficio da colaboração. Condenado a quatro anos de regime fechado, por peculato e formação de quadrilha, aceitou resignado o resultado de suas novas escolhas.
No presidio, dava expediente na secretaria, e como advogado que era, logo foi solicitado pelos detentos mais pobres em busca de aconselhamento, e Amaro não recusava seus préstimos, o que o tornou simpático aos "chefes" da prisão, que em troca, lhe protegiam das armadilhas de presos de uma facção inimiga.

sábado, 26 de janeiro de 2013

BUCK: " O QUE FIZ DA MINHA VIDA?"

...Um ano depois, Amaro sentado numa chaise longe no jardim do hospital, lado esquerdo completamente paralizado, tendo como única visita, Clodiete, sua querida miss do Cientifico, que não lhe abandonara, anotava o que o combalido Amaro lhe ditava sobre a terrivel experiência porque passara, não omitindo sua indecorosa participação no partido, que, aliás, nada fizera em seu auxilio.
Contou nos menores detalhes, como enriquecera, recebendo propinas, colocando aditivos nos projetos sem licitação; falou sobre o lado obscuro e violento da organização, que tirava de circulação quem se interpusesse em seu caminho. Clodiete, anotava aos prantos o que o marido lhe ditava, entre o espanto, decepção, mas não podia esconder uma admiração pelo novo Amaro que surgia à sua frente, destruido fisicamente, mas decididamente um novo ser que em nada lembrava a figura pastosa e deprimida de outrora.
Perderam tudo. Tiveram que desfazer-se da mansão que fora vendida abaixo do valor em virtude da necessidade de quitar as enormes dividas, e o pagamento dos carissimos tratamentos necessários à precaria recuperação de Amaro. Este tomara a decisão de fazer um dossiê, e distribuir à imprensa, policia federal, e o Supremo Tribunal Federal. Sabia das consequências, mas o que poderia ser pior do que a lembrança dos pesadelos (ele achava...) que o tinham marcado definitivamente e que o despertaram para a consciência de que tinha perdido o jovem Amaro com seus ideais, e que o levava, mesmo no desespero por que passara, a repetir o verso de Fernando Pessoa - " Meu Deus...o que fiz da minha vida"?

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

BUCK VIVE!

..."Amaro! Amaro! Amaro!" uma forte luz, muito clara, desfocada e vozes chamando seu nome.
Sentiu seu peito levar impactos que o faziam levantar metade do corpo, enquanto as vozes continuavam lhe chamando. Aos poucos, rostos debruçados sobre Amaro, mesmo em contra-luz, definiam uma sala toda branca, com um forte cheiro de éter, e rostos com máscaras brancas, traziam Amaro para uma outra realidade: um centro cirúrgico, e a forte dor que sentia era resultado de um aparelho grudado à seu peito que o socava, e conduzia Amaro, aos poucos, para um estado de maior lucidez. Amaro estava vivo!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

BUCK: SER OU NÃO SER!

...De volta aos seus novos aposentos - sempre em tons sombrios com paredes metálicas - Buck não sentia mais a angústia da gruta onde estivera encerrado. Mas o odor persistia, com as vozes em eco misturadas à lamentos indefinidos. "Meus Deus, o que fiz da minha vida..." o verso de Fernando Pessoa lhe veio inesperadamente causando-lhe um principio de pavor, pois sabia que os pensamentos de todos naquela enorme caverna, podiam ser apreendidos pelos vigilantes de Groncho que postavam-se diuturnamente à sua porta. Esperou um tempo. Nenhuma reação vinda de fora. Imagens de sua juventude, de sua formatura, vinham-lhe como um filme rebobinado ao contrário, com o verso de Pessoa repetindo, como se aumentasse de volume. Amaro viu-se perdido em meio a pensamentos contraditórios. Sabia que se colaborasse, sua situação poderia melhorar, talvez lhe colocassem em um local menos tétrico, e sem o nauseante odor que lhe causava vômitos ininterruptos.
Que diferença faria? Estava  "morto", sempre procedera corrompendo e sendo corrompido, era só continuar com a mesma atitude, e agora, com maior facilidade, pois atuaria sem que fosse percebido. Mas por que vinha-lhe a mente o momento de seu desencarne quando, após o enorme tédio que o levara a pensar numa mudança de comportamento, acordara na espessa escuridão com o frio que lhe atravessava o "corpo?" Seus pensamentos foram interrompidos por uma sirene e uma voz por autofalante gritando o seu nome.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

BUCK E AS AULAS!

...as aulas continuavam. O instrutor referia-se a dominação através das drogas. " É de fundamental importância manter os nossos contatos na terra com os que elaboram projetos para a liberação das drogas. Temos vinculos com grupos que praticam rituais satânicos, encarnados, que pregam a liberação através de metodos sofisticados de propaganda, utilizando-se de idolos com grande penetração nas massas, principalmente pela música, com repertório cujas letras são extremamente simpáticas à nossa causa. Nossa meta principal deve ser a juventude, sobre a qual devemos projetar todo o nosso poder mental no sentido de criar dependências irreverssiveis, que facilitarão em muito, nosso projeto.
Devo admitir, que não alcançamos o controle total do uso do ectoplasma, que mesmo sendo uma substância neutra, tem servido com maior proveito aos "santinhos" que seguem o Cordeiro.
Por esta razão, temos que nos servir dos fluidos dos dependentes, e vampirizá-los cada vez de modo mais intenso até que cheguem à condição de suicidas indiretos. ( Fez-se um pesado silêncio entre os "alunos" do sinistro instrutor, que depois de uma pequena pausa continuou: ) Não possuimos o poder de criar almas nem de conhecer as técnicas de reencarnação; somente o criador deste hípócrita universo o possui. Mas podemos, através da mais completa dissolução de costumes, formar um grandioso exercito de zumbis que nos obedecerão cegamente na execução do nosso plano!

BUCK E SUA MISSÂO!

...Amaro balbuciou um sim quase inaudivel enquanto o Papa batia três vezes com o cajado no chão. Imediatamente duas "formas" surgiram e levaram Amaro, escada abaixo, mas agora sem violência como se tivessem ouvido toda a argumentação do Papa com Amaro que não pode - felizmente para ele - presenciar a transformação do Papa em Groncho.
Os acontecimentos que se seguiram após o "encontro" de Amaro com o "Papa" resumiram-se a exercicios intensivos de controle do pensamento, e exaustivos ensinamentos de funções que caberiam à Amaro dentro do projeto do Papa ou Groncho - a dominação das mentes dos terráqueos!
"À você -explicava um instrutor - caberá, graças às suas habilidades como corruptor e corrupto, intuir os responsáveis pela economia do país à desvios fraudulentos para desequilibrar as finanças levando o povo ao desespero, com a perda do poder aquisitivo e a alta desenfreada da inflação, o que levará muitos ao suicidio, e consequentemente, aportarão em grandes levas aos nossos - digamos - territórios! Para esta tarefa você tem grandes aliados como os seus companheiros encarnados do partido ao qual você pertencia, e que têm se esmerado em grandes falcatruas em prejuizo da população!"

sábado, 12 de janeiro de 2013

BUCK E O PROJETO DO PAPA!

... você pode ser de grande utilidade  no projeto que temos preparado para a dominação do planeta de onde viemos em épocas distintas. Quando você vivia na terra seu modo de atuar criou uma sintonia vibracional com a nossa falange ( Amaro tentou falar mas o Papa sequer interrompeu sua explanação. ) você era ladino, sem escrúpulos, dissimulado, todas as qualidades que serão necessárias, na função que reservamos para você, desde é claro, que tenhamos a sua concordância. Será preciso um intenso treinamento para aprender a utilizar a força inimaginável do pensamento, e de como manipular as emanações mentais dos chamados "encarnados" em proveito de nosso projeto. Você terá um lugar confortável para se acomodar, alimentação adequada e aplicação de eletromagnetismo que lhe dará em pouco tempo, capacidade de teletransportar-se com a simples projeção dos locais que lhe serão, posteriormente, indicados. Fale agora, determinou o Papa. Amaro, que não conseguira acompanhar a peroração do Papa, não sabia o porquê da súbita mudança de tratamento que lhe estava sendo oferecido e foi esta a indagação  feita à Eminência que lhe fitava com extrema brandura. O Papa, com a mesma afabilidade, foi mais sucinto com o atarantado Amaro. Filho (Amaro estremeceu...), a chamada "criação" fracassou em todos os sentidos. O que tem sido a existência no planeta terra, senão uma sucessão de guerras, epidemias, odio entre os povos, a degenerecência das chamadas religiões, o caos absoluto, enfim, das promessas de amor entre os homens, a paz nunca alcançada? O que os seguidores do Cordeiro conseguiram em prol da harmonia e fraternidade para uma humanidade que se corrompeu nos mais sublimes valores? Resolvemos dar um basta e partir para uma ofensiva que seja sem volta e definitiva. Conquistaremos as mentes dessa hipócrita civilização através do que ela mais aprecia: o extase...a evasão da realidade pela dependência dos mais variados tipos de entorpecentes...criaremos bilhões de zumbis, nossos escravos, que usufruirão da loucura e do estado alterado de consciência, e seus fluidos serão nossos estimulantes para vencermos a batalha final contra os seguidores do chamado "filho de deus!" Um silêncio pesado que paracia interminável, e a voz do Papa desta vez cortante e impositiva: - "E então senhor Amaro, ou melhor - Buck Jones. Podemos contar com o seu talento?!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

BUCK E O PAPA!

...na espécie de praça, no centro da caverna, Amaro foi jogado abruptamente ao chão. Em seguida, as "formas" se retiraram. Uma voz melodiosa veio de onde se encontrava Groncho, causando, pela inusitada delicadeza, uma expectativa de maiores violências em Amaro. Olhou em direção ao alto, e para sua surpresa encontrava-se sentado no trono de Groncho, um ser em vestes papais! "Venha filho, aproxime-se. Não tenha medo." O ser paramentado como um Papa, com a Mitra, o Cajado, inspirava confiança, o que fez com que Amaro se arrastasse, escadaria acima,até o trono, onde anteriormente, sentava-se Groncho. Amaro agarrou-se aos pés do Papa e aos prantos, desesperado, suplicava:Eminência! Tenha piedade desta pobre alma! Leve-me de volta à minha casa...à minha esposa...Houve um engano...não era para eu estar aqui...tenho faltado ao trabalho...eu...Acalme-se, filho, interrompeu o Papa com a voz ainda mais suave. Você precisa aceitar que não está mais no mundo dos vivos. Há vinte anos você nos faz companhia. Eu e você estamos mortos. (depois de uma pequena pausa) com apenas uma pequena diferença: estou aqui há mais de oitocentos anos... Amaro tentou interromper, mas o Papa continuou. Fui Papa à época da Inquisição, reponsável por um número incontável de execuções,principalmente através das fogueiras. Morri envenenado pelo meu sucessor, da mesma maneira como procedi com o meu antecessor para conquistar o trono Papal. Procure descansar; a partir deste momento cessarão todas as violências feitas à você, desde é claro, que aceite a minha proposta...

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

BUCK: REFLEXÕES...

...Amaro acordou sem precisar o tempo que ficara desacordado. O corpo lhe doia com fisgadas intermitentes. Estava nú. Encarcerado numa minúscula gruta gradeada. O odor não desaparecera, fazia parte da gruta, fazia parte de Amaro. Chorou como nunca em toda a sua vida. Chamou por sua sua mãe, por Clodiete. Apenas a sua voz retornava em eco. As acusações de ser assassino e a imagem de Groncho passavam incessantemente como um filme em seu cérebro. "Assassino!" Admitia que todo o seu patrimônio aumentara consideravelmente depois de sua admissão ao partido. Entendeu imediatamente como " funcionava" o sistema, e em pouco tempo galgara posições que lhe permitiam acesso com facilidade às finanças dos companheiros. A agremiação, que alardeava representar os trabalhadores, em verdade tinha como projeto a perpetuação no poder. As "funções" de Amaro eram simples: arrecadar doações de empreiteiros, e em troca dar prioridade a esses parceiros, com licitações forjadas, e os aditivos de sempre, e claro, os indefectiveis 10% em dinheiro vivo para as maõs de Amaro, que como já foi dito, não aceitava cheques nem depósitos, que ele não era bobo nem nada...Buck, era o que se poderia classificar, de uma lealdade a toda prova. Sabia das ações violentas do "braço forte" do partido; ouvira qualquer coisa sobre a morte pouco comentada de dois prefeitos, que, parece, tinham discordado de certas "diretrizes" da cúpula prtidária. Mas Buck não tinha nada a ver com essa estória - pelo contrário -, agia como os três macaquinhos: nada via - nada ouvia - e nada falava...E com este comportamento ia conquistando a confiança do lider maior, fundador aliás do - digamos- partido...Seu pensamento voltou ao dia em que fora recrutado. Sinceramente, aceitou por ideais, por convicções; mas lá dentro foi percebendo que o discurso era para consumo externo, e depois...Suas reflexões foram brutalmente imterrompidas. As grades se abriram e duas "formas" arrastaram brutalmente Amaro por um comprido e igualmente nevoento corredor em direção que parecia levar à "praça" para mais um memorável encontro com Groncho - o ovóide de cabeça em chamas...

BUCK, O BOM COMPANHEIRO COMEÇA A COLHER O QUE PLANTOU!

...as "formas" carregaram Amaro, escadaria acima, até aos pés de Groncho, como era respeitosamente chamado o que exercia o comando daquele antro. "O que tem a dizer em sua defesa?! Rosnou." E o que Amaro viu, para aumento de seu pavor era indescritivel: o que poderia, ainda que vagamente, lembrar um ser humano, além de não ter feições, seu, digamos, corpo, apresentava-se, por inteiro, em proporções ovóides! " Fale!!!" outra vez o ribombar! Amaro, ainda gaguejante balbuciou:- "Sou inocente..." Groncho, inopinadamente, empurrou Amaro com os membros inferiores, com o que outrora deveriam ser seus pés, e Buck, rolou com violência, escadaria abaixo enquanto o grunido bravejava: - " Ladrão! Corrupto! Assassino!" Amaro num assomo de protesto conseguiu fazer-se ouvir: -" Assassino não!" As gargalhadas em decibéis insuportáveis ricochetearam em eco pelas paredes da caverna. "Assassino sim!" gruniu Groncho superando as gargalhadas e impondo silêncio. " Assassino!!!" fez pequena pausa e retomou a acusação: -" Com o que você roubou, surrupiou, desviou durante muitos anos, você tem idéia, pústula, de quantas crianças ficaram sem alimento, sem hospitais, creches...Quantas morreram de fome, sem atendimento médico...sem um lar decente para morar?" Groncho emitindo um grito que poderíamos chamar de ensurdecedor, pairou ameaçador sobre o ambiente: -" CRIMINOSO VIL!!!" As " formas" como um coral dissonante repetiam: -" Assassino! Assassino! Assassino!" enquanto espancavam brutalmente Amaro, ou melhor: Buck Jones, o ex- herói de estórias em quadrinhos...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O JULGAMENTO DE BUCK!

...Uma espécie de arena com um trono bem alto obrigava Amaro à absurdas contorções tentando divisar uma "forma" maior que as outras: era uma figura de proporções gigantescas, e no lugar onde deveria estar a cabeça havia um circulo de fogo. Como as outras "formas",Amaro não conseguia visualizar o que poderia ser um rosto. Mesmo cobertos pela densa névoa, Amaro viu-se cercado por centenas de "formas" sentados em pedras igualmente lamacentas. Um grunido que ecoou ribombando por toda a caverna deixava claro, no entanto um aviso aterrador: " Pústula! Levante-se!" Amaro, bem que tentou, mas seu corpo estava como imantado à lama que na verdade era o próprio chão: "Vamos pústula: levante!" Duas "formas" aproximaram-se de Amaro e o colocaram de pé com brutalidade. "O que tem a dizer em sua defesa?!" Outra vez o grunido agora ensurdecedor! Amaro tentou articular uma palavra, mas a voz continuava aferrada à sua garganta...gaguejou algo incompreensivel, quando uma forte pancada em suas costas fez com que soltasse um grito,que soou como um lamento: " Sou inocenteeee!!! Gargalhadas explodiram interminavelmente. Amaro tentou tapar os ouvidos mas outra pancada jogou-o ao chão...

domingo, 6 de janeiro de 2013

BUCK NA ESCURIDÃO!

...escuridão...um frio que lhe entrava por todo o corpo...Mas como...corpo? Amaro sentia-se vivo...tateava sem nada enxergar...o frio aumentava, tentou chamar por Clodiete, sua esposa, a voz não saia...pareceu girar na escuridão cada vez mais espessa...Um tempo que não soube precisar e a escuridão foi esmaecendo, permitindo à Amaro, distinguir formas embaçadas, contornos do que lhe pareceu uma caverna. Em meio a penumbra,outras formas assemelhavam-se à figuras humanas sem que no entanto, pudesse distinguir-lhes as feições. Um odor de carne putrefata lhe acompanhava, por mais que imaginasse poder sair daquela, que agora, se tornava mais nitida em sua visão: uma caverna, como que pendurada num abismo. As formas "humanas" cercavam-lhe cada vez mais próximas, sentia que encostavam em seu corpo; tentou empurrá-las - em vão - o odor aumentava, as formas, agora, lhe pressionavam, atravessavam seu corpo: Amaro gritou por socorro, mas a voz ficava presa na garganta...Por que? Amaro estava vivo, mesmo na névoa em que se transformara a escuridão, as sensações, embora terriveis,eram nitidas, insuportávelmente, nitidas... De repente, vozes, ou algo que lembrassem vagamente vozes, começaram a gritar ecoando por toda a caverna pendurada no abismo:- " ASSASSINO! ASSASSINO! ASSASSINO! As "vozes" pareciam ter o poder de fazer Amaro cair no chão,encolher-se em meio a uma massa viscosa, lamacenta,que imediatamente envolveu o corpo de Amaro...