Carlos Vereza

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segunda-feira, 6 de maio de 2013

A ENTREVISTA COLETIVA!

...E assim foi feito. Na ABI, Associação Brasileira de Imprensa, todos os meios de comunicação, ouviam, entre incrédulos e preocupados, a narrativa de Amaro, que expunha todos os meandros do partido; a maioria absoluta de fatos inéditos e escabrosos. Amaro, sem medo do ridículo, falou também, da conspiração da mais baixa espiritualidade, mancomunada com encarnados, para, através das drogas e dissolução completa dos costumes, apropriarem-se das mentes jovens, e instaurar o terror em todo o planeta. Renato, Wilma e Clodiete, procuravam conter a emoção, sobretudo, Clodiete, que assistia, redivivo, seu Amaro, aquele pelo qual se apaixonara, aquele que acreditava em ideais!

Amaro, entusiasmado com sua nova postura, relatou pormenores dos assassinatos dos dois prefeitos, do projeto de aliança com outros países da America Latina, no sentido, não apenas da permanência indefinida no poder, mas de formar um grande bloco antiamericano e colaboração com ditadores apoiadores contumazes do terrorismo.

Num determinado momento, Roberto, intuído, percebeu um garçom que dirigia-se à mesa onde encontrava-se Amaro, que não notou a troca de copos com que bebia água. Renato, tentou atravessar o bloco compacto de jornalistas para avisar Amaro, que, inocentemente, sorveu o liquido do copo de água trocado. O garçom, saiu rapidamente em direção ao hall de elevadores sem que ninguém, à exceção de Renato tivesse percebido.

Amaro, deu uma pausa. Procurou retomar suas revelações. Gaguejava. Enxugou o suor que agora escorria abundante de seu rosto. Sem entender, bebeu mais um pouco da água e desabou pesadamente sobre a mesa.

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