Carlos Vereza

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

AMARO E RENATO: UMA POSSIBILIDADE?

...idéia fixa. Amaro decidiu-se a denunciar o que passara num tempo determinado que não sabe como precisar. Necessitava encontrar alguém que acreditasse; Clodiete, aceitara sua confissão sobre a participação no partido, mas daí a acreditar no horror que sofrera seria quase impossível. A decisão de Amaro tornara-se irreversível.   Ele sabia que a denuncia seria a última chance de marcar sua passagem numa vida praticamente desperdiçada.

Um dia, Wilma vem a sua casa para uma reunião de trabalho com Clodiete, e acompanhada de Renato, seu marido. Amaro afastado, não conseguia desviar a atenção de Renato. Depois dos cumprimentos iniciais, Clodiete e Wilma, afastaram-se para um canto da sala, o que permitiu que Amaro e Renato ficassem próximos. Um silêncio. Amaro fitava o chão sem coragem de iniciar   um diálogo. Um tempo assim, até que inopinadamente, Renato, do "nada", perguntou-lhe: - o que tanto lhe angustia? Amaro fitou-o como se a indagação o revelasse por inteiro. E, sem que desse conta "despejou" sua ida ao inferno, pois outra definição não encontrara para a desesperadora situação, que, agora tinha certeza, não fora um "mero" pesadelo. Renato ouvia atentamente e parecia deslocar-se para as cenas descritas por Amaro...  

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