Carlos Vereza

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

BUCK E O PAPA!

...na espécie de praça, no centro da caverna, Amaro foi jogado abruptamente ao chão. Em seguida, as "formas" se retiraram. Uma voz melodiosa veio de onde se encontrava Groncho, causando, pela inusitada delicadeza, uma expectativa de maiores violências em Amaro. Olhou em direção ao alto, e para sua surpresa encontrava-se sentado no trono de Groncho, um ser em vestes papais! "Venha filho, aproxime-se. Não tenha medo." O ser paramentado como um Papa, com a Mitra, o Cajado, inspirava confiança, o que fez com que Amaro se arrastasse, escadaria acima,até o trono, onde anteriormente, sentava-se Groncho. Amaro agarrou-se aos pés do Papa e aos prantos, desesperado, suplicava:Eminência! Tenha piedade desta pobre alma! Leve-me de volta à minha casa...à minha esposa...Houve um engano...não era para eu estar aqui...tenho faltado ao trabalho...eu...Acalme-se, filho, interrompeu o Papa com a voz ainda mais suave. Você precisa aceitar que não está mais no mundo dos vivos. Há vinte anos você nos faz companhia. Eu e você estamos mortos. (depois de uma pequena pausa) com apenas uma pequena diferença: estou aqui há mais de oitocentos anos... Amaro tentou interromper, mas o Papa continuou. Fui Papa à época da Inquisição, reponsável por um número incontável de execuções,principalmente através das fogueiras. Morri envenenado pelo meu sucessor, da mesma maneira como procedi com o meu antecessor para conquistar o trono Papal. Procure descansar; a partir deste momento cessarão todas as violências feitas à você, desde é claro, que aceite a minha proposta...

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