Carlos Vereza

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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Kardec e Marx: O impensável encontro!

Kardec e Karl Marx
Quem tiver curiosidade suficiente poderá fazer uma procura em sites de busca e encontrará um texto que fala do encontro ocorrido entre Marx e Kardec. A tese é defendida pelo pesquisador espírita Sr. Clóvis Nunes.

Dedico parte do meu tempo a pesquisa da sociologia espírita, na procura de um entendimento de como se opera a relação do mundo espiritual com o mundo da matéria bruta onde se manifesta o espírito encarnado. Neste estudo percebi que nós encarnados é que temos a responsabilidade direta sobre a matéria densa que afeta as relações sociais inerentes a vida efêmera no planeta. Recebemos a influência dos irmãos desencarnados, mas somente nós possuímos a capacidade de atuar sobre a matéria no planeta.

As ideias dão forma a matéria e a razão diz que não pode a criatura superar o criador, ou seja, a matéria não deve dominar o espírito. Portanto, cabe a nós, como espíritos espíritas e, conhecedores da verdade, entender a importância da influência do mundo dos espíritos em nossa vida, compreender que estamos sempre recebendo a ajuda dos irmãos libertos da prisão da carne, que nos auxiliam na compreensão do que realmente importa para a nossa evolução moral e, por consequência da sociedade humana que nos inserimos como espíritos encarnados.

Karl Marx cumpre um papel importante na evolução da sociedade humana rumo ao progresso, progresso que passa por um período de domínio do materialismo, da ganância, em que um irmão explora o outro com objetivo da satisfação das paixões da carne. Karl Marx percebe este momento, mas devido à aproximação da Igreja Católica com os interesses da política humana, Marx de forma hábil preconizou um “socialismo materialista”, onde a presença de Jesus não pôde ser realçada devido à ligação errônea da Igreja moderna com o Estado capitalista.

O “socialismo científico” é materialista, pois um socialismo sem Jesus é algo vazio, que se esfacela com o tempo, algo já demonstrado na prática pela ruína da antiga União Soviética.

O socialismo defendido pela sociologia espírita é de cunho puramente humanista, tendo como base a vida e exemplo de Jesus e a dos primeiros apóstolos. E não queiram dizer alguns que a realidade atual é diferente, que não podemos nos basear na vida dos apóstolos para defender uma mudança no mundo, pois se assim o fizermos teremos que afirmar que Jesus também está ultrapassado, o que não é verdade, pois nem perto moralmente nos aproximamos Dele.

Marx conhecia o assunto, certamente leu o “Atos dos Apóstolos”, mas queria romper com a Igreja Católica – ou qualquer religião humana – que justificasse a exploração do homem como sendo um carma, a vontade de Deus ou algo necessário para uma recompensa futura depois da morte. Como diz Jacob Holzmann Netto, no livro Espiritismo e Marxismo:

O desejo de emancipar o homem da escravidão econômica, a fim de alçá-lo à condição de cidadão livre e enobrecido pela nova ética do trabalho, levou Marx a bosquejar um homem sem implicações com o espiritual e o eterno. Crendo que o espírito representava um entrave para o advento de uma sociedade sem classes, porque tanto o filósofo idealista quanto o religioso sufocavam as reivindicações dos oprimidos ao falar-lhes de uma hipotética felicidade ultraterrena, com o que legitimavam a indiferença e o egoísmo dos opressores, o autor de "O Capital" preferiu matar o homem espiritual e suas poéticas esperanças de recompensa no mais além, atendo-se tão somente à realidade das coisas objetivas, e concebeu um homem material, cujo destino não ultrapassa sua morte física.

O espiritismo entende que o futuro da humanidade é o socialismo, e vários livros psicografados, como “Violetas na Janela” e “Nosso Lar”, mostram na organização política da cidade espiritual a ausência da propriedade privada e da recompensa do pagamento pelo trabalho realizado. O pagamento no mundo espiritual quando necessário – para os que ainda possuem a mentalidade do encarnado-materialista – é feito pelo “bônus hora”, uma moeda intransferível e que não tem valor de troca, algo que impede a acumulação e a exploração do irmão, pois não existe trabalho que alguém solicite a outro ou receba deste, que possa ser remunerado de forma interpessoal, como na atualidade em nosso planeta.

Marx faz o rompimento necessário com Estado capitalista e a Igreja, para que possa rascunhar um “socialismo livre” da influência de ambos, o que é um grande passo rumo ao “socialismo cristão do porvir” ou “socialismo de Jesus”, que nos fala Emmanuel no livro “Emmanuel”:

A estabilidade da Civilização Ocidental, sua evolução para o socialismo de Jesus, dependiam da fidelidade da Igreja Católica aos princípios cristãos.

Mas, a Igreja negou-se ao cumprimento de sua grandiosa missão espiritual e o resultado temo-lo na desesperação das almas humanas, em face dos problemas transcendentes da vida.

Marx foi alguém com a tarefa necessária e antecipada para a futura implantação do “socialismo de Jesus”, e isto é percebido através do relato dos espíritos na data de 30 de abril de 1856:

"Quando o grande sino soar, vós o deixareis; somente aliviareis o vosso semelhante; individualmente, o magnetizareis, a fim de curá-lo. Depois, cada um preparado no seu posto, porque será necessário de tudo, uma vez que tudo será destruído, sobretudo por um instante. Não haverá mais religião, e dela será necessária uma, mais verdadeira, grande, bela e digna do Criador... Os seus primeiros fundamentos já estão colocados... Tu, Rivail, a tua missão aí está. (Livre, a cesta retornou para o meu lado, como o faria uma pessoa que quisesse me designar com o dedo.) A ti, Sr... a espada que não fere, mas que mata; contra tudo o que é, serás tu que virás primeiro. Ele, Rivail, virá em segundo: é o obreiro que reconstrói o que foi demolido."

O Sr. M..., que assistia a essa reunião, era um jovem homem de opiniões as mais radicais, comprometido nos assuntos políticos, e que era obrigado a não se colocar muito em evidência. Crendo num transtorno próximo, se preparava para nele tomar parte, e combinava os seus planos de reforma; era, de resto, um homem agradável e inofensivo. (KARDEC, Allan. Obras Póstumas: Primeira revelação de minha missão)

Em 12 de maio de 1856, em sessão pessoal na casa do Baudin, Kardec pergunta:

Pergunta . (À Verdade). . Que pensais do Sr. M.? É um homem que terá influência nos acontecimentos?

Resposta. . De muito ruído. Ele tem boas idéias; é um homem de ação, mas não é uma inteligência.

Perg. . É preciso tomar ao pé da letra o que foi dito, que lhe cabia o papel de destruir o que existe?

Resp. . Não, quis personificar nele o partido do qual representa as idéias.

Perg. . Posso manter relações de intimidade com ele?

Resp. . Não para o momento; correrias perigos inúteis.


Em “Obras póstumas” Kardec demonstra conhecer o Sr. M, mas se este senhor é Karl Marx, isto é uma incógnita. O pesquisador Clóvis Nunes afirma que Marx freqüentava reuniões espíritas e, portanto, seria perfeitamente possível que o Sr. M citado seja Marx, já que no livro “O Capital, volume I – no título 4. O caráter fetichista da mercadoria e seu segredo”, Karl Marx torna evidente o seu conhecimento das reuniões espíritas, leia o texto a baixo do referido capítulo:

"À primeira vista, a mercadoria parece uma coisa trivial, evidente. Analisando-a, vê-se que ela é uma coisa muito complicada, cheia de sutileza metafísica e manhas teológicas. Como valor de uso, não há nada misterioso nela, quer eu a observe sob o ponto de vista de que satisfaz necessidades humanas pelas suas propriedades, ou que ela somente recebe essas propriedades como produto do trabalho humano. É evidente que o homem por meio de sua atividade modifica as formas das matérias naturais de um modo que lhe é útil. A forma da madeira, por exemplo, é modificada quando dela se faz uma mesa. Não obstante, a mesa continua sendo madeira, uma coisa ordinária física. Mas logo que ela aparece como mercadoria, ela se transforma numa coisa fisicamente metafísica. Além de se pôr com os pés no chão, ela se põe sobre a cabeça perante todas as outras mercadorias e desenvolve de sua cabeça de madeira cismas muito mais estranhas do que se ela começasse a dançar por sua própria iniciativa."

Kardec e Karl Marx são contemporâneos e a cada um coube a sua missão. No espiritismo acreditamos numa dialética não materialista e que a evolução humana é constante e progressiva. Para que no futuro a humanidade abandone o egoísmo caracterizado pelos sistemas políticos materialistas, são necessários períodos de transição, como o marcado pelo pensamento marxista, já que não pode existir a mudança abrupta de uma realidade social materialista para outra mais humanista sem a ruptura de paradigmas. Neste sentido é que inicia a influência do pensamento social espírita. Marx antecede Kardec como já fora dito pelos espíritos e, Kardec é que reconstruíra o que foi demolido, ou melhor dizendo, o espiritismo reconstruíra.

"A ti, Sr... a espada que não fere, mas que mata; contra tudo o que é, serás tu que virás primeiro. Ele, Rivail, virá em segundo: é o obreiro que reconstrói o que foi demolido.”

Postado por Alexandre Nunes.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

RELIGIÃO E POLITICA."

" Um dos espantosos subprodutos da luta entre o mundo livre e o mundo totalitário foi uma forte tendência a interpretar o conflito em termos religiosos. O comunismo, dizem-nos, é uma nova "religião secular" contra a qual o mundo livre defende seu próprio  "sistema religioso" transcendente . As aplicações dessa teoria vão além de sua causa imediata; elas trouxeram a "religião" de volta à esfera dos assuntos público-politicos, de onde havia sido banida desde a separação entre Igreja e Estado. Por esse mesmo motivo, se bem que seus defensores nem sempre tenham consciência disso, a teoria pôs na pauta da ciência politica o problema já quase esquecido da relação entre religião e politica."

Hanna Arendt: A dignidade da politica.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A ciência e a Espiritualidade

- A Medicina Oficial se abre para a questão espiritual :
A questão da vida após a morte, a sobrevivência do espírito após a morte do corpo biológico, sendo este a sede da emoção, da personalidade, da identidade de uma pessoa na hipótese do continuum da vida, a comunicabilidade entre a dimensão espiritual e o plano biológico nos estados de transe, na mediunidade, o entendimento do cérebro como o transdutor da alma e não como foco produtor do pensamento, são questões em aberto no território da Ciência.

A visão materialista entende que a pessoa é o corpo biológico, portanto a vida termina com a morte do corpo. Esta é uma hipótese que não foi comprovada pela Ciência. Assim, tanto a visão espírita proposta por Allan Kardec, quanto à visão organicista-materialista são hipóteses abertas à investigação pela Ciência Oficial.

Afirmar o materialismo como realidade existencial é hoje uma hipótese e não uma confirmação cientifica. Um cientista que se diz materialista fala em nome próprio e não em nome da Ciência. A Ciência Oficial está aberta à investigação das hipóteses espíritas tanto quanto as hipóteses materialistas. Assim é que as universidades americanas como a Universidade de Harvard (Mind-body Institut), a Universidade de Virginia (Pesquisa sobre reencarnação), a Universidade do Arizona (Laboratório de pesquisa sobre vida após a morte) www.veritas.arizona.edu e por extensão as 50 maiores faculdades de medicina dos EUA incluem em seus currículos de graduação e pós-graduação a Disciplina Medicina e Espiritualidade, segundo JAMA - Journal of American Medical Association.

A OMS _ Organização Mundial de Saúde, passa a admitir o sistema espiritual na caracterização de saúde e qualidade de vida como observamos no protocolo do WHOQOL-100 - www.ufrgs.br/psiq/whoqol1.html - (domínio VI Aspectos espirituais, religião e crenças pessoais na tabela 2 – Domínios e facetas do WHOQOL).

Também, o CID-10, Código Internacional de Doenças, item F.44.3 - Estados de Transe e Possessão - configura como diagnóstico médico e qualifica o transe patológico (mediunidade/doença) quando o individuo não tem controle sobre o fenômeno, ocorrendo de forma involuntária e não desejada. Mas não é considerada doença o estado de transe (mediunidade/saúde) sob domínio da pessoa em seu contexto cultural ou religioso - www.datasus.gov.br/cid10/v2008/cid10.htm.

O DSM-IV, Casos Clínicos da Associação Americana de Psiquiatria, chega a ser mais objetivo utilizando o termo “possessão por espíritos”, colocando que consiste num transtorno dissociativo, com a ressalva de que “é o termo mais próximo deste intrigante diagnóstico”, demonstrando objetivamente que o entendimento do fenômeno ainda está em aberto - www.psych.org.

De fato, o estado de transe é um estado dissociativo (conversão) podendo configurar-se como Transtorno Dissociativo nos casos patológicos (mediunidade/doença) porque a interferência espiritual naturalmente provoca dissociação da mente. Portanto, considerar o estado de transe como transtorno dissociativo ou conversivo não exclui a hipótese de que seja um fenômeno espirítico.

Os estados conversivos ou dissociativos foram amplamente estudados no Hospital Salpêtrière de Paris, na escola do Prof. Charcot, onde Freud estudou. Em seus estudos alguns pesquisadores abordaram a hipótese espirítica (Mediunidade) como entendimento etiológico dos estados conversivos. Um deles foi Carl Gustav Jung que no segundo capítulo do primeiro volume de Obras Completas (Ed. Vozes) estuda o médium espírita. Também na mesma escola os médicos Gustav Geley e Albert Scherenck-Notzing abordaram formalmente a hipótese espírita como valida em medicina (Scherenck-Notzing em Le Phenomene Physique de La Mediunite e Gustav Geley em O Ser Subconsciente). Com isso, mesmo o termo Conversão Histérica enquanto fórmula estritamente anímica, como proposto por Freud, não foi e não é um consenso em medicina.

Como médico participo da hipótese espírita dos estados de transe e possessão e também no entendimento do sistema espiritual abordado pelo protocolo de Qualidade de Vida da OMS, procurando pesquisar as possibilidades da hipótese espiritual no processo de saúde e doença. Esta argumentação frente à abertura que a Medicina Oficial está dando para o entendimento do sistema espiritual permitiu que meu protocolo de pesquisa no estudo de 120 pacientes abordados segundo a óptica bio-psico-socio-espiritual fosse aprovado oficialmente junto à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, e esta pesquisa já está sendo desenvolvida.

Julgo que a Medicina e a Ciência nas universidades precisam criar institutos e departamentos com todos os recursos para pesquisa cientifica, a fim de estudar a hipótese espiritual. É para este ideal que procuro contribuir para que esta questão não fique pautada em cima de opiniões pessoais.

É inequívoco que a Medicina e a Ciência estão abertas para esta hipótese.

Dr. Sergio Felipe de Oliveira - CRM 62.051

Sou médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Anatomista pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo com área de concentração em Neurociências e Neuroanatomia Ultraestrutural. Mestre em Ciências pela USP. Coordeno a Disciplina Optativa Medicina e Espiritualidade da FMUSP enquadrada no item práticas médicas para graduandos de medicina. www.fm.usp.br/cedem/simposio/simposio.

" É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito "

A limitação de raciocínio impede que certas pessoas e seitas não abram suas mentes e não percebam teses já admitidas pela ciência, como o Princípio da Incerteza, a teoria das Super cordas, sem contar a mais do que falada e pouco entendida, Física Quântica.

Dei há pouco uma entrevista para o Portal IG, onde entre outros assuntos falei com a maior naturalidade, sobre avistamentos de discos voadores, que tive a oportunidade de presenciar em várias ocasiões.

As tentativas de comentar minhas declarações pelo lado do "impossível e ridículo", felizmente foram superadas e muito, por depoimentos com provas, de pessoas que sabem que não estamos sós no universo e que somos visitados por seres de outras dimensões desde remotas eras.

Nada mais melancólico, do que a ignorância emitindo opiniões sem qualquer embasamento científico que lhes dê o mínimo de credibilidade! "Sábios" que sequer ouviram falar dos "buracos de minhoca", atalhos por onde estes visitantes estelares, adentram a nossa atmosfera!

As mesmas "explicações" já exaustivamente conhecidas: "balões atmosféricos...pedaços de satélites...reflexo solar, alucinação coletiva, e vai por aí!

A maior fonte sobre essas aparições encontra-se na Bíblia, sobretudo no relato impressionante de Ezequiel, na abdução de Elias, nas inúmeras citações de vozes provenientes de "carruagens de fogo!", na imensa nuvem que acompanha o êxodo do povo hebraico durante sua heroica peregrinação em busca da terra prometida...

Mas o que fazer? Ainda tem gente que acredita que o sol gira em torno da terra e não o contrário...que o homem não chegou à lua...e mais grave: que somos governados por pessoas honestas!

PS: o título da postagem é de autoria de Albert Einstein, que, aliás acreditava em Deus!

Carlos Vereza