Carlos Vereza

Loading...

MENU

Navegue pelas veredas do Vereza clicando nas opções abaixo:

sexta-feira, 23 de abril de 2010

"Que tristes são as coisas,consideradas sem ênfase

Do comunismo, ficaram, como reliquias, o Manifesto de Marx e Engels, milhões de cadáveres na conta de Béria e Stalin; ficou a minha juventude,minha náusea,quando a antiga União Soviética, invadiu a Hungria,restou uma coragem inesperada, de admitir, que, entre o Manifesto e sua prática, havia a utopia de Marx e Engels, dois jovens honestos e, que influenciados, pela dialética idealista de Hegel, sonharam,repito,honestamente, em transformar a sociedade. É dificil, eu sei, admitir que o bom combate, em verdade,era a edificação de inúmeras ditaduras, que, em nome do proletariado,suprimiam a liberdade, em todas as suas formas. Drummond, lúcido, lamentava, poéticamente: "Perdi o bonde e a esperança." E o que vemos agora? Um "sonho", sucateado por psicopatas, deserdados pela marcha da história,tentando reerguer mortos sem sepultura, batendo de frente com um processo, irreversivel, de mudanças que apontam para a pluraridade de opinião, para o aperfeiçoamento do único regime possivel,o democrático. Demagogos, populistas, corruptos, associam-se à fanáticos dispostos a explodir o planeta,obsediados, convictos que encontrarão as 11 mil virgens no paraiso! Palanqueiros latino-americanos, inventam uma "geopolitica patética", exploram a passividade de um povo sem história, apático, vítima eterna dos pais dos povos... E o que esperar do nosso pobre país, assaltado pelos mais vorazes bucaneiros?,com a Dama de Ferro, com seus olhos de aço, o sorriso falso e ameaçador, marionete do maior farsante de toda a história politica brasileira? E que faço eu,depois de 10 horas de gravação,às 4 da madrugada, insone,com os meus inuteis desabafos? Ainda, mais uma vez, recorro à Drummond: " As coisas. Que tristes são as coisas consideradas sem ênfase...Mas eu não sou as coisas e me revolto."

5 comentários:

Vânia disse...

Meu caro Carlos,
O povo, carente de uma liderança verdadeira, que atenda seus anseios de vida digna, de transformar a pátria em lar, apega-se a "líderes" que descreveste com tanta clareza... Não, não perca a esperança! Até os Estados Unidos elegeram um homem que, para aquele povo, era algo impensável há poucos anos atrás...
Não, não percamos a esperança...
Grande abraço,
Vânia.

José Antonio disse...

Profundo, poético e verdadeiro, duramente verdadeiro. Não vamos nos associar somente nas lágrimas, lágrimas até secar com a esperança. Quem tem a honestidade de refletir sobre sua vida e mudar sua própria visão de mundo, sua própria visão de ser, transforma em si o ser do outro e o outro. Essa não é mais a esperança, mas o amor que permanece e suporta todas as dores e que constrói no sono e na insônia e não são inúteis desabafos.

SILVIA disse...

Vereza,
Não desista. Se você, que é uma pessoa que tem visibilidade e pode ser ouvido e lido, desistir, o que faremos nós, simples cidadãos indignados, desarticulados e perdidos?
Confesso que a minha impotência e, também, a minha inação estão me incomodando cada vez mais. Sinto que estou chegando num limite de tolerância, que não faço ideia do que vem depois. Queria sair às ruas, gritar para todos que passam para que abram os olhos, leiam os jornais, acordem desse estado de letargia, e o que faço? Vou me consumindo lentamente ao tomar conhecimento do que estão fazendo com o meu país e com esse povo tão inocente quanto ignorante. E choro de raiva, angústia, desesperança. Tenha certeza de que se você quiser liderar algum movimento (nem que seja de 2 pessoas), conte comigo. Me chame, estarei pronta.
Um forte abraço.
Silvia

Marcelo Albuquerque disse...

Parabéns Vereza,

É insuportável viver hoje no meio artístico totalmente aparelhado pelas ideologias esquerdistas.

Continue firme.

Abraços.

Daniel disse...

Salve Vereza,
bom dia! Eis que chega, via email, um texto intitulado 'Cristais quabrados'. Contundente, raivoso e belo... Bravo, Vereza, bravo. Que lucidez. Sempre te admirei. Você não se 'amesquinha' e tem voz própria, algo que considero básico no semelhante. Procurei no google pra ter certeza que o texto era realmente teu. E, para minha alegria, era sim! Foi com prazer que descobri que tens um blog. Sou também ator por vocação e produtor por transpiração (além de poeta por inspiração). Ao lado do grande pianista João Carlos Assis Brasil, reestreio semana que vem 'O Amante do Girassol', espetáculo de minha autoria inspirado no CD homônimo que lancei. O CD reúne poemas meus interpretados por Eva Wilma, Diogo Vilela, Chico Anysio, Paulo Goulart e Dra. Zilda Arns, entre outros. E em novembro estreio na arena do Sesc Copacabana o espetáculo-tributo multimídia 'Nise da Silveira', texto e direção que preparo, e que será encenado pela Sacerdotisa Dionisíaca Elke Maravilha (amiga da Dra. Nise). Gostaria de manter contato com você para falarmos da vida e, quem sabe, trabalho. Acredito que eu tenha encontrado o diretor para um espetáculo que imagino desde 2008, e que fala, com humor corrosivo, dessa imundície que vivemos e que se acentuou nos últimos 8 anos. Repasse seus contatos, por favor, via email, pode ser? (daniel.lobo.ator@gmail.com).
Saúde e Paz,
Daniel Lobo